quinta-feira, 16 de julho de 2009

Abstrata Simetria


Lá fora eu sinto a chuva cair
Como algo que estraçalha e fere meu ouvido
A noite não é mais noite
É só um final para o hoje
Não quero provar nada
Só quero sentir-me bem
Não sinto vontade de ser coerente
Só quero me desligar um pouco
Seria algo estranho
Se continuasse
Tudo assim tão...
...negro...
...vermelho
Não consigo mais respirar
Só tento ainda enxergar
Não o caminho
Não a noite
Mas sim o nada,
a escuridão invisível que me segue
Fiz tudo o que podia fazer
Só assim me fortaleço
Mas não consigo viver
Sobrevivo perante o mar
Ilhado, não consigo fugir
Amando muito a tudo e à todos
Não consigo demonstrar o mínimo
Sofro por tal brutalidade de espírito
A melancolia ecoa em minha mente
Como um alerta para o que há de vir
Dos meus poros escorre sangue
Dos meus olhos vê-se o medo
Ao final...
Lembro apenas como é bom
Ser tão insanamente... simétrico
Tão simetricamente... incoerente
Incoerentemente distante

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