segunda-feira, 25 de janeiro de 2010


Compartilhe a minha vida
Me aceite pelo que eu sou
Tome meu amor
Porque apenas aquilo que vc é
E tudo aquilo que vc faz
É oque importa
Eu não preciso realmente olhar
Muito alem disso
Eu não quero ter que ir
Aonde vc não me siga
Eu não quero ter que conter
Essa paixão aqui dentro
Não posso fugir de mim mesma
Quando vc sabe oque eu sinto
Eu não quero nunca fechar essa porta
Eu não quero mais esse sofrimento
Fique em meus braços
Se tiver coragem
Ou devo imaginar vc ali?
Não me abandone
Eu não tenho nada, nada
Se eu não tenho vc

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010


CRUZES E ESPADA Estou numa noite fria, noite negra, sei que preciso me alimentar, e enquanto caço, e ouço os gritos, tento beber sem nunca pensar Pesadelos enquanto durmo, com as pessoas que já matei, em nome de minha fome, o sangue. Parar? Não acham que eu já não tentei? Cruzes e espadas, esperando para nos matar, em nome de um Deus Ebreu, que morreu para nos salvar, não sei se choro, não sei se grito, eu já não sei no que acredito, apenas fico aqui esperando, imerso nessa escuridão. E eu espreitando, nessa noite escura, que quanto mais fria, mais perdura, esperando nessa terra insana, caçando de noite como um animal, esperando o fim dessa guerra, que perdura entre o bem e o mal. Estou, numa noite fria, noite negra, um manto que por mais que sujo, ele me aconchega, pois sou o filho das trevas, e ela é uma mãe que não me renega. Lutando em meio desta não- vida, esperando alguém para me salvar, talvez a cruz e a espada, possam com minha dor acabar. Amaldiçôo minha existência, maldita minha vida Imortal, não, não peço a sua clemência, apenas aguardo-a até o final.


O VAMPIRO Tu que, como uma punhalada, Em meu coração penetraste, Tu que, qual furiosa manada De demônios, ardente, ousaste, De meu espírito humilhado, Fazer teu leito e possessão - Infame à qual estou atado Como o galé ao seu grilhão Como ao baralho o jogador, Como à carniça o parasita, Como à garrafa o bebedor - Maldita sejas tu, maldita! Supliquei ao gládio veloz Que a liberdade me alcançasse, E ao veneno, pérfido algoz, Que a covardia me amparasse. Ai de mim! Com mofa e desdém, Ambos ma disseram então: "Digno não és de que ninguém Jamais te arranque à escravidão, Imbecil! - se de teu retiro Te libertássemos um dia, Teu beijo ressuscitaria O cadáver de teu vampiro!
PRA TI elis .............
Toi que, comme un coup de coufeau, Dans mon ur plaintif es entrée, Toi Qui, fort comme un troupeau De démons, vins, folle et parée De mon esprit humilié Faire ton lit et ton domaine; - Infâme à Qui je suis lié Comme le forçat à la chaîne, Comme au jeu joueur têtu, Comme à la bouteille l'ivrogne, Comme aux vermines la charogne, - Maudite, maudite sois-tu! J'ai prié le glaive rapide De conquérir ma liberté, Et j'ai dit au poison perfide De secourir ma lâcheté. Hélas! Le poison et le glaive M'ont pris en dédain et m'ont dit: "Tu in'es pas digne qu'on t'enlève A ton esclavage maudit, Imbécile! - de son empire Si nos efforts te délivraient, Tes baisers ressusciteraient Le cadavre de ton vampire!"
CICLO IMORTAL Finalizando o meu eterno ciclo Vejo o que não posso mais ter Não mais amo, não mais sinto Vivo a morte em meu sofrer A vida eu sugo Buscando o prazer no elixir dessa mundana vida O mal eu sou Ao fugir da paz que almejo Os traços eu confundo nessa escuridão O que me cerca são apenas sombras, e morte Os dias se passaram e eu nunca mereci o fim O meu tempo se foi e todos os pensamentos se anularam Amando, eu descobri que somente eu poderia me criar E eternamente me recriar após um simples fim Corpo leve que possuo Peso que tenho que carregar Minha alma está condenada E o meu fim eu vivo a buscar Fui o mais belo imortal Sempre existi consciente em mim Lágrimas de sangue dos meus olhos rolaram Quando eu criei o meu fim... Me recriei em mim buscando um novo fim Que nunca tive, mesmo criando uma prole pra mim Da morte surgiu a morte sem nunca se ter um fim!
Noites de Melancolia Travo a batalha sem fim...Dilacero-me contra as paredes que edifiquei Na busca por um eu que já não encontroVivendo de passado Sobrevivendo de lembranças Em felicidades ilusórias, me entregoVestindo a máscara de Marte Prosseguindo num mundo de sangue e guerra Atrás dos escudos de meu próprio ego...E assim sou Deus em meu mundo...Fato... apenas em meu mundo Penso ser como pedra, como espada, como rei Mas à noite, artífice das trevas... Sempre trás consigo as lembranças Levando-me a um tempo que já não mais voltará Instigando me a desejar o que já não posso controlar, não posso ter...Felicidade que se espairece...As notas me acompanham em um canto fúnebre Lembro-me das palavras ao vento Das grafias que parecem nada dizer, em sua língua sacra Pranto, melancolia, tristeza... quanto mais...Então abro os olhos para o TempoMagister da sublime medicinaQue tudo cura, tudo transpassa...Quanto tempo... Quantas lágrimas... Quanto mundo...Liberta-me, em feridas que se curam...Sustenta-me, em sabedoria que se edificaRecorda-me das cicatrizes eternas...Sentimento que consome...