
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O VAMPIRO Tu que, como uma punhalada, Em meu coração penetraste, Tu que, qual furiosa manada De demônios, ardente, ousaste, De meu espírito humilhado, Fazer teu leito e possessão - Infame à qual estou atado Como o galé ao seu grilhão Como ao baralho o jogador, Como à carniça o parasita, Como à garrafa o bebedor - Maldita sejas tu, maldita! Supliquei ao gládio veloz Que a liberdade me alcançasse, E ao veneno, pérfido algoz, Que a covardia me amparasse. Ai de mim! Com mofa e desdém, Ambos ma disseram então: "Digno não és de que ninguém Jamais te arranque à escravidão, Imbecil! - se de teu retiro Te libertássemos um dia, Teu beijo ressuscitaria O cadáver de teu vampiro!
PRA TI elis .............Toi que, comme un coup de coufeau, Dans mon ur plaintif es entrée, Toi Qui, fort comme un troupeau De démons, vins, folle et parée De mon esprit humilié Faire ton lit et ton domaine; - Infâme à Qui je suis lié Comme le forçat à la chaîne, Comme au jeu joueur têtu, Comme à la bouteille l'ivrogne, Comme aux vermines la charogne, - Maudite, maudite sois-tu! J'ai prié le glaive rapide De conquérir ma liberté, Et j'ai dit au poison perfide De secourir ma lâcheté. Hélas! Le poison et le glaive M'ont pris en dédain et m'ont dit: "Tu in'es pas digne qu'on t'enlève A ton esclavage maudit, Imbécile! - de son empire Si nos efforts te délivraient, Tes baisers ressusciteraient Le cadavre de ton vampire!"
Noites de Melancolia Travo a batalha sem fim...Dilacero-me contra as paredes que edifiquei Na busca por um eu que já não encontroVivendo de passado Sobrevivendo de lembranças Em felicidades ilusórias, me entregoVestindo a máscara de Marte Prosseguindo num mundo de sangue e guerra Atrás dos escudos de meu próprio ego...E assim sou Deus em meu mundo...Fato... apenas em meu mundo Penso ser como pedra, como espada, como rei Mas à noite, artífice das trevas... Sempre trás consigo as lembranças Levando-me a um tempo que já não mais voltará Instigando me a desejar o que já não posso controlar, não posso ter...Felicidade que se espairece...As notas me acompanham em um canto fúnebre Lembro-me das palavras ao vento Das grafias que parecem nada dizer, em sua língua sacra Pranto, melancolia, tristeza... quanto mais...Então abro os olhos para o TempoMagister da sublime medicinaQue tudo cura, tudo transpassa...Quanto tempo... Quantas lágrimas... Quanto mundo...Liberta-me, em feridas que se curam...Sustenta-me, em sabedoria que se edificaRecorda-me das cicatrizes eternas...Sentimento que consome...

Canção do Suicídio Linda canção a ecoar a tristeza da vida Canção tão sublime que me invade e me fascina Canção que por segundos me leva à alturas celestes E depois a mórbida sensação da morteCanção profana que me fazCortar os pulsos Que me faz ver o sangue Até chegar o grito Canção que me faz repetir o ato Com a lâmina atravessando o braço Até o sangue escorrer E mais uma vez outro corte Um grito de dor que me leva à morte Canção que a muitos, fez chegar a hora Canção que agora me deixa ir embora Num sepulcro muito escuro...E frio...E fundo...Meu Ultimo Adeus A Face de meu monstro me lembra quem eu sou Nada de minha alma resta agora... Sentado no escuro esperando-a chegarA morte...
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
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