segunda-feira, 4 de abril de 2011

Finalizando o meu eterno ciclo
Vejo o que não posso mais ter
Não mais amo, não mais sinto
Vivo a morte em meu sofrer

A vida eu sugo
Buscando o prazer no elixir dessa mundana vida
O mal eu sou
Ao fugir da paz que almejo

Os traços eu confundo nessa escuridão
O que me cerca são apenas sombras, e morte
Os dias se passaram e eu nunca mereci o fim
O meu tempo se foi e todos os pensamentos se anularam
Amando, eu descobri que somente eu poderia me criar
E eternamente me recriar após um simples fim

Corpo leve que possuo
Peso que tenho que carregar
Minha alma está condenada
E o meu fim eu vivo a buscar

Fui o mais belo imortal
Sempre existi consciente em mim
Lágrimas de sangue dos meus olhos rolaram
Quando eu criei o meu fim...
Me recriei em mim buscando um novo fim
Que nunca tive, mesmo criando uma prole pra mim
Da morte surgiu a morte sem nunca se ter um fim!

sábado, 26 de março de 2011

Ando pelas ruas desertas
Onde nos encontramos
Foi naquele tempo de paz
Que nós nos amamos
Ando pelas ruas escuras
Onde agora vejo seu vulto
Numa simples alucinação
Posso ouvir a sua voz
E sentir meu arrepio
O medo daquele lugar
Traz na mente
Meras lembranças
De dias tão especiais
Viverás eternamente
Pelas ruas que passamos
E de mim não fugirás
Será meu grande amor
Por anos e anos
Ela esperou congelada
Sem conta de quantos invernos
Sem conta das madrugadas
Vagando sozinha na noite
Fazendo do vento
O mais cruel açoite
Ela esperou congelada

Enterrou o sentido de tudo
Vendeu a alma a uma coruja
Fez da solidão o mais forte escudo
De Princesa da Luz para Rainha das Trevas

Ela manteve-o tão perto!
Mas precisou deixá-lo ir
E se pergunta em noites escuras
Se vai preencher o deserto
Que por ele a fez fugir

Prometeu vingança
Ao ver o sangue dele no chão
Precisou sufocar a esperança
De escutar dele o pulsar do coração

Beijou-lhe a face fria
A terra já se fazia molhada
Pelo pranto que dos olhos escorria
Que a fez permanecer congelada
Essa Tristeza que aflige meu coração
Consome todos os meus sentimentos.
Todas as milhares de almas perdidas
Misturadas às ilusões deste mundo
Todos os versos mortos,
E os pensamentos quebrados.
Deleito-me nos sonhos.
E ouço o seu clamo
Sozinho sem amor.
E a Morte vem me chamar,
Recomponho-me das cinzas espalhadas,
E de todo o meu encanto,
E das noites frias em meu
Castelo Negro.
Minhas suplicas não são ouvidas.
Ninguém entende.
E nas minhas palavras expresso
Toda a minha cólera.
Entendes a minha dor?
Entendes porque não quero ser dono
Do meu próprio domínio.
Calo-me, peço silencio a todos os gritos.
Ainda espero as suas palavras entre os espinhos
De consternação cravados na alma.